Hoje, numa aula falámos de um tema que por vezes, suscita alguma polémica: Liberdade; e caramba, como foi asunto que deu " pano para mangas "!
Disse o nosso Professor da disciplina de Integração, Carlos Carranca, uma frase de uma grande figura da nosso literatura, Miguel Torga, e o Carranca é um sério fã de Miguel Torga. Passo então a citar: " A Liberdade é uma penosa conquista da solidão ".
Quando ouvi esta frase do Torga, comecei logo a escrever, pois interpretei-a da seguinte forma:
Rea
lmente, pensando bem, ao estarmos sozinhos no meio do silêncio, ou a ouvir música baixinho, ou no meio do nada, bem mas o que interessa é estarmos sozinhos, conseguimos aos poucos e poucos obter respostas e descobrir o nosso eu que nem nós conhecemos, ou seja, o que realmente somos por dentro.Nunca sentiram ao estarem sozinhos, que a nossa cabeça começa a funcionar a 1000 km/hr, e começamos a pensar em tudo sem qualquer tipo de censura, falamos o que queremos, gritamos o que queremos, mexemo-nos como queremos, e tudo isto sem termos ninguém por perto para criticar o que estamos a fazer e a perguntar porquê, pois aí sentiriamo-nos sufocados...
Nesses momentos eu sinto-me, ou vocês também se sentem livres, sem qualquer tipo de preocupação, sem qualquer peso de consicência com afazeres.. bem bom!
Mas porque será que a Liberdade é "(...) uma penosa conquista "? Porque a Liberdade, por muito mais que sejamos livres de pensamento e palavras, estamos sempre condicionados e corremos o risco de ficarmos sozinhos porque não temos pensamentos parecidos / iguais ou não nos expressamos da mesma maneira que os outras pessoas, amigos etc.
Estamos sempre com medo de á custa disto, sofrer qualquer tipo de represálias. NUNCA dizemos tudo, e o que fica são considerados os " X Files ", aqueles só nossos, e por muito mais que as pessoas digam que dizem sempre tudo na cara, não é verdade.
E porquê????????????????????????????????????????????
Porque por muito que sejamos fortes, há sempre qualquer coisa que fica sempre para nós, pois temos receio de desiludir a pessoa a quem nos dirigimos. Não era nada de bom tom fazer tal coisa, mas se acontecer porque estamos a ser verdadeiros, então antes assim!
Até eu sinto isto por vezes, mas neste momento, não tenho qualquer tipo de medo de dizer ou fazer o que quer que seja! Digo o que tenho a dizer, o que sinto e digo-o sinceramente e de uma forma sentida!
Digo tais coisas, porque para além de ser humano, tenho sentimentos, e quando digo que gosto de alguma coisa, ou que odeio alguma coisa, é mesmo o que se passa, pois não posso ser falso e esconder!!
Isto condiona-nos sempre a liberdade, pois a nossa liberdade não acaba onde começa a dos outros, simplesmente continua de maneira a ser o mais amigo, e respeitador possivel.
Abraços Teatrais,
Sir Pedro Castro